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A condenação europeia ao crucifixo nas escolas suscita pesar |
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05/11/2009 (1:30)
A sentença do Tribunal Europeu de Dereitos Humanos, que define a presença dos crucifixos nas escolas como uma violação da liberdade religiosa dos alunos "foi acolhida no Vaticano com surpresa e pesar". São as palavras de Federico Lombardi S.I., diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, em declarações à mídia, comentando a sentença europeia. O caso foi apresentado ao Tribunal de Estrasburgo por Soile Lautsi, cidadã italiana de origem finlandesa, que em 2002 pediu à escola pública "Vittorino da Feltre" de Abano Terme (Padua), na qual estudavam seus dois filhos, que tirassem os crucifixos das salas. A direção da escola se negou, por considerar que o crucifixo faz parte do patrimônio cultural italiano, e posteriormente os tribunais italianos respaldaram este argumento, informa Zenit. "O crucifixo sempre foi um sinal de oferta do amor de Deus e de união e acolhida para toda a humanidade – afirmou Pe. Lombardi. Lamento que seja considerado como um sinal de divisão, de exclusão ou de limitação da liberdade. Não se trata disso, e não é este o sentimento de nossa gente". Segundo a sentença de Estrasburgo, o governo italiano terá que pagar à mulher um ressarcimento de 5.000 euros por danos morais.
http://www.zenit.org/
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