06/11/2009 (2:09)
A queda do muro de Berlim não foi obra dos cidadãos da Europa oriental, afirma o Cardeal Péter Erdő, presidente do Conselho das Conferências Episcopais da Europa (CCEE). A sociedade polonesa com Solidarnosc, com os seus movimentos contribuiu fortemente a essa transformação, assim como a figura carismática de João Paulo II, mas a grande maioria da população da Europa oriental acompanhou com surpresa toda esta mudança, acolhendo-a como um dom da Divina Providência. Passada a euforia inicial, a atitude das nações da Europa do Leste às mudanças ocorridas depois de 1989 mudou. É o que declara o Cardeal Erdő, primaz da Hungria: Vinte anos depois da queda do regime comunista na Europa central e oriental, a situação atual, segundo o cardeal húngaro, assim se apresenta: Consequentemente, a CCEE recentemente deu vida a uma nova Comissão, ou mais precisamente reuniu diversas comissões preexistentes, sob o nome de "Caritas in veritate", para ocupar-se desses problemas na Europa.
SOTTOPANCIA: Cardeal Péter Erdő, do Conselho das Conferências Episcopais da Europa "Naturalmente, com o passar dos anos, também descobriram os problemas comuns com o mundo ocidental e os problemas específicos da parte oriental do continente, em que as sociedades são desprovidas de formas de auto-organização, que são, ao invés, pressupostos de uma democracia funcional". "Com frequência, com a liberalização sobretudo da economia, chegou também a exploração das pessoas, o empobrecimento de algumas partes notáveis da população, o grande desemprego de muitos. Portanto, problemas sociais clássicos nos quais o ensinamento da Doutrina Social da Igreja readquire a sua original atualidade".
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