01/12/2009 (1:37)
Em 8 de outubro, por ocasião da 64a Sessão da Assembleia Geral da ONU, o arcebispo Celestino Migliore, núncio apostólico e observador permanente da Santa Sé, lançou um apelo sobre o desarmamento e a segurança internacional. Recordando a necessidade de "resultados tangíveis e convincentes na esperança de ver um mundo livre das armas nucleares, com severos controles sobre o comércio das armas" e que as despesas militares em 2008 aumentaram 4%, para uma despesa de 1 bilhão e 400 milhões de dólares, o arcebispo encorajou a reforçar o multilateralismo como alternativa à excessiva despesa militar, sem, todavia, reduzir a segurança. E reiterou o empenho da Santa Sé em levar adiante os trabalhos sobre um Tratado para o Comércio de Armas que constitua “um instrumento vinculante para a importação, a exportação e a transferência de armas”. “As armas – disse – não podem ser consideradas como qualquer outro bem no mercado global, regional ou nacional, e sua excessiva armazenagem ou seu comércio indiscriminado – sobretudo em regiões em conflito – não pode ser moralmente justificado em algum modo”. Além disso, recordou que o desarmamento nuclear e a não-proliferação "não deveriam nos distrair de questões de longa data ainda sem solução”. “Enquanto, nesses dias, teve início uma nova estação para o desarmamento – concluiu – vamos unir nossos esforços e a nossa boa vontade em adotar a segurança internacional por meio de organismos multilaterais”.
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