29/07/2010 (2:27)
Ele é conhecido como “o jesuíta 2.0”. Chama-se padre Antonio Spadaro e há mais de 10 anos é redator de “La Civiltà Cattolica”, a prestigiosa revista dos jesuítas que se ocupa principalmente de literatura, mas também de música, cinema e novas tecnologias aplicadas ao setor humanístico. Ao mundo virtual, entendido não como instrumento mas como ambiente comunicativo, dedicou um livro intitulado “Web 2.0 Redes de relação” (Edições Paulinas). Segundo padre Spadaro, a rede somente aprofundou e deu nova cara às necessidade mais antigas do homem. Padre Antonio Spadaro: “Estou atento às novidades que nunca são novidades. No sentido de que são aprofundamento de antigas necessidades do homem. Todas essas redes sociais que são definidas novas são, na realidade, aprofundamentos de necessidades que o homem sempre teve. Portanto, são modos para expressar necessidades profundas. Mas diria que a evolução da Rede é uma evolução biológica, portanto nada é destruído daquilo que havia antes. É óbvio que tudo o que se está vivendo agora será superado, mas não no sentido de que se tornará obsoleto, velho e então nascerá algo completamente novo […] certamente tudo o que estamos vivendo não será simplesmente superado de uma hora para outra, mas será integrado em algo ulterior”. O jesuíta, que se divide entre a intensa atividade de escritor e de docente, está há muito tempo atento e sensível também aos fenômenos juvenis. Padre Antonio Spadaro: “Esta geração, na minha opinião, a geração dos jovens atual é uma geração um pouco estranha, um pouco 'mesclada' pela novidade. Por que? Porque os jovens de hoje são formados, educados por pessoas que tiveram uma educação substancialmente ligada ao livro, portanto vivem a novidade – se assim quisermos chamá-la – da Rede, mas ao mesmo tempo estão acostumados a interpretá-la graças à mentalidade daqueles que os educam, que ao invés não estão acostumados com a Rede. Portanto, esta é uma geração de passagem que vive alguns fenômenos, mas não é capaz de interpretá-los. Paradoxalmente, para mim, quem está mais acostumado como nós a um modo mais linear, palpável de ver a realidade, tem categorias superiores para interpretar a realidade dos jovens, que ao invés a vivem sobre a própria pele. Será preciso esperar que esses jovens se tornem por sua vez educadores para ver algo de novo”.
www.antoniospadaro.net www.laciviltacattolica.it
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