Bento XVI: a Cruz salva o mundo
O mundo necessita da cruz, disse o Papa, celebrando a missa em Nicósia, no segundo dia da viagem a Chipre. A Cruz não é um símbolo privado de devoção, não está relacionada com a imposição forçada de um credo ou de uma filosofia. Fala de esperança, fala de amor, fala da vitória da não-violência sobre a opressão, fala de Deus que eleva os humildes, dá força aos fracos, faz superar as divisões e vencer o ódio com o amor. Um mundo sem cruz, acrescentou o Papa, seria um mundo sem esperança, um mundo em que a tortura e a brutalidade permaneceriam livres, o fraco seria explorado e a avidez teria a última palavra. A desumanidade do homem com o homem se manifestaria de maneira ainda mais horrenda, e não haveria a palavra fim ao círculo maléfico da violência. Somente a cruz põe fim a tudo isso. Enquanto nenhum poder terreno pode nos salvar das conseqüências do nosso pecado, a intervenção salvífica do nosso Deus misericordioso transformou a realidade do pecado e da morte no seu oposto.Na homilia, em referência à situação precária das comunidades cristãs no Oriente Médio, Bento XVI observou que, nesses países, só a presença de uma igreja, de um sacerdote, é uma expressão eloqüente do Evangelho da paz, da decisão do Bom Pastor de cuidar de todas as ovelhas, do inabalável empenho da Igreja no diálogo, na reconciliação e na amorosa aceitação do outro. Abraçando a cruz oferecida, os sacerdotes e os religiosos do Oriente Médio podem realmente irradiar a esperança que está no coração do mistério que celebramos na liturgia.
O mundo necessita da cruz, disse o Papa, celebrando a missa em Nicósia, no segundo dia da viagem a Chipre. A Cruz não é um símbolo privado de devoção, não está relacionada com a imposição...
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