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Uma creche ao lado do muro
“Um dia levando as crianças para casa o ônibus foi atacado com pedras pelos palestinos, porque tinha a placa israelense. Por isso decidimos fechar, para não arriscarmos”Acontecia em 1985, durante a primeira Intifada. Desde então a creche do Campo de refugiados de Aida, em Belém , não reabriu mais.Inaugurado ha um ano, graças a generosidade dos benfeitores principalmente italianos, o edifício completamente novo, somente nestes dias pode acolher os seus pequenos hóspedes, crianças de 3 a 6 anos.“Andando no campo se vêm tantas crianças pela estrada, aqui existem escolas mas não creches...”Em Aida, um dos grandes campos de refugiados palestinos, visitado também por Bento XVI em 2009, vivem hoje 5.000 pessoas. Pobreza, desocupação, carência de estruturas educativas e de trabalho são marcas forte do local.“Continuam pedindo trabalho. Em 85 tinha também um dispensário para as famílias pobres e continuam pedindo para que seja reaberto, mas infelizmente não tenho uma irmã enfermeira que esteja disponível. Eu pedi ajuda na Itália procurando médicos disposto a fazer voluntariado, a turno de um mês cada um...para poder reabrir “Preciosa e constante, mesmo em meio a tantos desafios, a presença aqui em Ainda das irmãs Franciscanas Missionárias do Coração Imaculado. “ Se não estivéssemos certas da unidade da nossa presença em nível de testemunho, não estaríamos aqui. Nós nascemos em países árabes, em países muçulmanos , no Egito e o nosso objetivo é mostrar que também em meio aos árabes, o cristianismo pode viver , pode fazer tanto bem Os professores da creche de Aida são todos cristãos, como as crianças provenientes de famílias das áreas de fronteira como Bet Jala e Bet Sahour, mas a maioria são crianças do campo de refugiados . São muçulmanos.“ Uma mãe muçulmana que veio esta manhã nos perguntou se na escola ensinamos o Alcorão. Eu respondi que não. Porem te posso garantir que aos teu filhos ensinaremos o respeito, o amor pelos amigos e o estar junto. Esta é uma escola cristã onde queremos que cada um viva o respeito ao outro. E ela inscreveu a criança ? sim, certo.O lugar onde surge a creche e a casa das irmãs é de forte impacto; a poucos metros está o muro de separação que divide os Territórios Palestinos de Israel, Jerusalém de Belém. A reabertura da creche quer ser também um sinal de vida e de esperança para um futuro diferente.È de vida e esperança, apesar de tudo, que nos fala irmã Rosanna, ela que há 9 meses, na vigília de Natal, escapou milagrosamente do trágico acidente onde morreram 3 irmãs.Estava naquele carro, saí viva .. e estar aqui em meio as crianças me da força .. o faço também pelas irmãs que morreram, faço por mim pelo instituto, o faço por estas crianças ..para que entendam que a vida é um domE para que um dia – acrescenta irmã Rosanna, enquanto nos acompanha até a saída, “estas crianças, possam ver o que existe além daquele muro...”
“Um dia levando as crianças para casa o ônibus foi atacado com pedras pelos palestinos, porque tinha a placa israelense. Por isso decidimos fechar, para não arriscarmos”Acontecia em 1985,...leggi tutto





